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OBSERVATÓRIO DOS RESÍDUOS

Os gráficos apresentados de seguida traduzem as evoluções quantitativas dos principais indicadores de gestão material dos resíduos sólidos urbanos geridos no Município de Viana do Castelo.

RU - Resíduos Sólidos Urbanos

RI - Recolha indiferenciada;

RS Total - Recolha Seletiva total;

Produção total de RU - Produção total de Resíduos Sólidos Urbanos;

RS 3F - Recolha Seletiva Trifluxo (papel/cartão + embalagens de plástico/metal/ECAL* + vidro) total (ver gráfico em baixo).

*ECAL - Embalagens de Cartão para Alimentos Líquidos

RS - Recolha Seletiva.

RUB - Resíduos Urbanos Biodegradáveis = resíduos ou lixos orgânicos =  biorresíduos alimentares + biorresíduos verdes.

O Índice de Hierarquia de Gestão dos Resíduos Urbanos é um indicador proposto por Ana Lúcia Lourenço Pires e Maria da Graça Madeira Martinho (investigadoras na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) no âmbito da segunda edição do Prémio PORDATA Inovação, 2016.

Este indicador permite medir o nível de aplicação da hierarquia dos resíduos na gestão dos resíduos urbanos, possibilitando o conhecimento sobre a forma como têm sido geridos os resíduos produzidos e, assim, fornecer informação sobre o estado da economia circular.
Na economia circular pretende-se obter elevadas taxas de reciclagem dos resíduos. Assim, quanto maior for a quantidade de resíduos enviada para reciclagem melhor estará a ser aplicada a hierarquia dos resíduos e, consecutivamente, dinamizada a economia circular.
As opções de gestão de resíduos definidos no princípio da hierarquia dos resíduos (cfr. Artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de junho) são: a) prevenção e redução; b) preparação para reutilização; c) reciclagem; d) outros tipos de valorização; e) eliminação.
Excluindo as opções a) e b), para as quais não existem dados disponíveis, e por forma a garantir que a preferência pela ordem dos destinos dos resíduos definida pelo princípio da hierarquia dos resíduos é respeitada, são atribuídas diferentes ponderações às opções de gestão dos resíduos. Assim, às opções de reciclagem e valorização orgânica são atribuídos factores de ponderação 1, tendo as restantes opções de gestão – valorização energética e aterro – um factor de ponderação de (-1).
Deste modo, a ponderação utilizada promove as soluções que produzem matéria-prima secundária para ser novamente introduzida na economia, ao mesmo tempo que penaliza as opções que nenhuma ou reduzida quantidade de matérias-primas secundárias produz, o que não promove a economia circular.
O indicador pode variar entre -100% (opções de gestão de resíduos onde não existe a reciclagem e valorização orgânica de resíduos) e 100% (opções de gestão de resíduos onde todos são reciclados ou valorizados organicamente).
No caso de -100% não há qualquer aplicação do princípio da hierarquia dos resíduos, enquanto que no caso de 100% a aplicação da hierarquia dos resíduos é total.